domingo, 16 de dezembro de 2018

Depoimento de um antigo escoteiro do 93

O desconhecimento, a insensibilidade, e a falta de respeito pela comunidade Sintrense.
As duas últimas semanas foram de sobressalto para os Escoteiros de Sintra.
Primeiro, chegou-lhes ao conhecimento as palavras proferidas em Reunião de Câmara de 25/9/2018 pelo Presidente da Câmara de Sintra, Basílio Horta, sobre a cedência por 50 anos da antiga cadeia comarcã aos Escoteiros de Sintra: “Se isto não é gestão danosa, não sei o que é gestão danosa”.
Depois, foram intimados, por telefone, para uma vistoria às instalações por parte dos serviços da CMS. vedada.
Depois, a entrada da Sede foi vedada. Qualquer um destes actos sem pré-aviso, sem justificação, sem comunicação nem notificação feitas de forma séria à Associação. Sem um acto administrativo assinado que suportasse qualquer intervenção da CMS.
Portanto, antes que cheguemos mais longe na história, sublinhemos o que demonstrava ser a ideia da Câmara, sobretudo do Presidente: Tirar, rapidamente e em força, os escoteiros da Cadeia Comarcã, para lá instalar um centro interpretativo sobre os monumentos de Sintra. Basta consultar as actas da dita Reunião de Câmara. Está preto no branco.
Entretanto, a reacção da comunidade foi evidente. As redes sociais encheram-se de indignação, e Basílio Horta viu-se na obrigação de emendar a mão, chamando os escoteiros de Sintra para uma reunião sobre o assunto. Igualmente nas redes sociais, viu-se obrigado a tentar dar nova roupagem ao que tinha dito na reunião de câmara da 25 de Setembro de 2018. Afinal o contrato de cedência que está em vigor é para cumprir. Só não disse foi como é que a CMS vai apoiar a obra necessária.
Na Assembleia Municipal, perante a presença em massa de antigos escoteiros e de pais, foi evidente que a posição sofreu uma alteração face a setembro. O contrato é para cumprir, é preciso fazer obras urgentes. Os escoteiros devem sair da cadeia comarcã para se realizar essas obras e voltar quando estas estejam prontas. Mas mais nenhuma concretização.
Além de nada concretizar sobre como é que se vão fazer as necessárias obras de beneficiação, o tom algo paternalista e de falsa bonomia usado pelo Presidente da Câmara demonstrou alguma desconsideração pelo tecido associativo sintrense. Ou talvez o senhor presidente da Câmara estivesse a actuar por mero desconhecimento de uma das mais antigas associações do concelho e da mais antiga associação juvenil portuguesa, a Associação dos Escoteiros de Portugal.
E nesse desconhecimento, disse algumas coisas que são ardilosas na forma como foram ditas. Verdadeiros spins, que não resistem a um fact check:
1. - “A CMS não fazia vistorias desde 2004” – Pois não, porque este tipo de vistorias só aconteceu com o objectivo de retirar os escoteiros da cadeia comarcã. Em outros anos, quando a CMS se dispôs a apoiar obras de beneficiação, os engenheiros e técnicos da Câmara também estiveram presentes. Só que a missão era fazer o levantamento dos problemas para os resolver o melhor possível, e não para criar condições para afastar os comodatários do espaço.
2- “O Grupo nunca falou com a CMS sobre a sede desde que este executivo iniciou funções”. Não é verdade: Nas semanas após ser eleito pela primeira vez, os Escoteiros de Sintra endereçaram a Basílio Horta as maiores felicidades para o mandato e um pedido de reunião para apresentação de cumprimentos, onde se apresentaria o plano de actividades. Nunca foram recebidos pelo Presidente. Foram recebidos pelo Vice-Presidente Rui Pereira, onde se apresentou o plano de actividades para os 80 anos, em que a sede foi um dos temas desenvolvidos. O Vice-Presidente esteve depois presente na Sessão solene dos 80 anos do Grupo.
3. Uma prisão não é um local adequado para as crianças, com as suas celas e grades: Se o Presidente da Câmara tivesse aceite os convites dos Escoteiros de Sintra, teria testemunhado que o espaço outrora de clausura, é hoje um espaço de plena expressão de liberdade. O Escotismo funciona em pequenos grupos. Cada pequeno Grupo tem um canto, uma cela que é da sua responsabilidade mas também é o seu espaço privado onde podem reunir, onde preparam as suas actividades. Na verdade, não há espaço mais adequado ao modo de funcionar de um grupo de escoteiros do que um com estas características. Os escoteiros não são coitadinhos e adoram as suas celas, onde são muito mais livres do que se tivessem de reunir num banco de jardim.
Relembremos então a história, e saibamos porque é que este é um ataque à alma de Sintra.
O grupo 93 Sintra da Associação dos Escoteiros Portugal foi fundado em 1934. Quase 85 anos ao serviço da juventude sintrense. Nunca fechou, mesmo quando a ditadura perseguiu os escoteiros. O Presidente da Camara é um decano da política portuguesa, e mesmo assim o grupo já existia quando Basílio Horta nasceu!
A sua fundação foi marcada com pompa circunstância frente aos Paços do Concelho. Pelos escoteiros de Sintra passaram já milhares de jovens e famílias, que voltam com os seus filhos e com os filhos dos seus filhos. Tudo porque o método escotista é cada vez mais relevante, apesar de aparentemente o Presidente da Câmara não o saber. Nas competências para a vida, no espírito de equipa, nos valores da lealdade e da honestidade que tantas vezes são esquecidos, no contacto com a Natureza, no combate ao isolamento dado pelos jogos de vídeo e pela internet…Quem passa pelos escoteiros faz amigos para a vida e tem a oportunidade de crescer e aprender num ambiente saudável e seguro para o desenvolvimento da personalidade. Onde se aprende fazendo, onde se aprende errando. Onde se ganham experiências e responsabilidades desde cedo. Todo o jogo é de soma positiva, excepto para quem vê o apoio a esta mais-valia como gestão danosa. Aí passam os escoteiros a ser um empecilho à já saturada exploração turística de Sintra. A dignidade do movimento justifica em absoluto a ocupação de um espaço como este.
O Grupo 93 Sintra da AEP habita na antiga Cadeia Comarcã de Sintra desde 1981. O espaço que outrora servia para prender pessoas tem sido nos últimos 30 anos, um instrumento de liberdade. Um braço de um movimento mundial de mais de 40 milhões de pessoas que tentam todos os dias criar um mundo melhor. E são também milhares os que já visitaram Sintra por terem um sítio para ficar, numa terra que há anos que não tem parques de campismo ou pousadas de juventude.
Hoje, os escoteiros de Sintra têm 120 elementos, que estão em actividade permanente todo o ano. Todos os sábados fazem atividades, todas as semanas as preparam utilizando o espaço que têm tratado com carinho, com afecto, e com muito investimento financeiro. Não vale a pena dizer que a cedência é a título gracioso, porque todos os anos são investidos milhares de euros na conservação do espaço, só com dinheiro das quotas dos associados e das angariações de fundos que os escoteiros fazem. O Grupo 93 não só garante a conservação do espaço, como tem ido além do contrato de cedência e tem pago a sua parte em obras de beneficiação que a Câmara de Sintra tem feito, de que se destaca a intervenção na cobertura em 2013.
Tudo isto apoiado em trabalho voluntário cuja capacidade de organização tem pouco paralelo no movimento associativo. Porque é feito planeamento estratégico, é promovida a formação dos dirigentes e porque o método é alicerçado em critérios pedagógicos bem definidos, o que faz com que esta seja uma colectividade estável e resiliente. São 85 anos de trabalho contínuo, sem nunca ter interrompidos as suas actividades, mesmo quando a ditadura atacava os grupos de escoteiros.
Quem são os contribuintes afinal?
Também é abstruso que se diga que “o património é dos contribuintes” para justificar a solução que o presidente quer ver implementada. Se é dos contribuintes, quem é que são os contribuintes? As famílias Sintrenses, que vivem, que estudam, trabalham e votam em Sintra, ou os turistas que visitam Sintra por um dia? Qual é o valor acrescentado que se cria para os contribuintes a criação de um espaço para turistas passarem para tirar panfletos daquilo que querem realmente visitar?
Os Escoteiros de Sintra são um exemplo na participação cívica e na colaboração com a Câmara quando esta pede pessoas para as suas iniciativas. Estão sempre presentes quando lhes é pedido. Com a Protecção Civil à cabeça: vigilância de incêndios, protecção da natureza, mobilização de pessoas para simulacros de grande escala. Participação em eventos desportivos e culturais. Limpeza de lixo na floresta e em espaços verdes urbanos. Tudo isto voluntariamente, sem pedir nada em troca. Minto: em troca-se pedia-se respeito. Quando se trata de mão-de-obra a título gracioso, já não há gestão danosa e os Escoteiros são sempre um parceiro à mão de um telefonema ou de um e-mail simpático.
Não há nada que justifique este ataque a uma instituição da terra. Sem uma palavra, sem um pingo de respeito pela Associação, pelos jovens e pelas famílias. No centro da vila de Sintra, uma actividade para os sintrenses é considerada gestão danosa. E é pena que assim seja. Pouco a pouco, Sintra fica sem alma, sem os sorrisos luminosos de jovens em actividade, e sem dar o exemplo de que as cidades têm de cuidar dos seus.
E agora?
Hoje, os Escoteiros de Sintra decidiram, mesmo perante um processo enviesado de interdição da sede por parte da CMS, fechar o acesso ao interior do edifício e à parte da muralha que apresenta preocupações (lembre-se que foi esta a muralha destruída pela CMS em 1989). Justificam, e bem, porque é que a CMS deve tomar a dianteira e resolver o problema com responsabilidade e celeridade.
Foram feitas duas vistorias à Sede, mas a CMS apenas disponibilizou o relatório de uma delas.
Hoje, todos temos um nó na garganta. Hoje, todos esperamos que aqueles que foram eleitos pelo povo, respeitem as mensagens (às centenas) que o povo lhes tem mandado.
José Filipe SousaO desconhecimento, a insensibilidade, e a falta de respeito pela comunidade Sintrense.
As duas últimas semanas foram de sobressalto para os Escoteiros de Sintra.
Primeiro, chegou-lhes ao conhecimento as palavras proferidas em Reunião de Câmara de 25/9/2018 pelo Presidente da Câmara de Sintra, Basílio Horta, sobre a cedência por 50 anos da antiga cadeia comarcã aos Escoteiros de Sintra: “Se isto não é gestão danosa, não sei o que é gestão danosa”.
Depois, foram intimados, por telefone, para uma vistoria às instalações por parte dos serviços da CMS. vedada.
Depois, a entrada da Sede foi vedada. Qualquer um destes actos sem pré-aviso, sem justificação, sem comunicação nem notificação feitas de forma séria à Associação. Sem um acto administrativo assinado que suportasse qualquer intervenção da CMS.
Portanto, antes que cheguemos mais longe na história, sublinhemos o que demonstrava ser a ideia da Câmara, sobretudo do Presidente: Tirar, rapidamente e em força, os escoteiros da Cadeia Comarcã, para lá instalar um centro interpretativo sobre os monumentos de Sintra. Basta consultar as actas da dita Reunião de Câmara. Está preto no branco.
Entretanto, a reacção da comunidade foi evidente. As redes sociais encheram-se de indignação, e Basílio Horta viu-se na obrigação de emendar a mão, chamando os escoteiros de Sintra para uma reunião sobre o assunto. Igualmente nas redes sociais, viu-se obrigado a tentar dar nova roupagem ao que tinha dito na reunião de câmara da 25 de Setembro de 2018. Afinal o contrato de cedência que está em vigor é para cumprir. Só não disse foi como é que a CMS vai apoiar a obra necessária.
Na Assembleia Municipal, perante a presença em massa de antigos escoteiros e de pais, foi evidente que a posição sofreu uma alteração face a setembro. O contrato é para cumprir, é preciso fazer obras urgentes. Os escoteiros devem sair da cadeia comarcã para se realizar essas obras e voltar quando estas estejam prontas. Mas mais nenhuma concretização.
Além de nada concretizar sobre como é que se vão fazer as necessárias obras de beneficiação, o tom algo paternalista e de falsa bonomia usado pelo Presidente da Câmara demonstrou alguma desconsideração pelo tecido associativo sintrense. Ou talvez o senhor presidente da Câmara estivesse a actuar por mero desconhecimento de uma das mais antigas associações do concelho e da mais antiga associação juvenil portuguesa, a Associação dos Escoteiros de Portugal.
E nesse desconhecimento, disse algumas coisas que são ardilosas na forma como foram ditas. Verdadeiros spins, que não resistem a um fact check:
1. - “A CMS não fazia vistorias desde 2004” – Pois não, porque este tipo de vistorias só aconteceu com o objectivo de retirar os escoteiros da cadeia comarcã. Em outros anos, quando a CMS se dispôs a apoiar obras de beneficiação, os engenheiros e técnicos da Câmara também estiveram presentes. Só que a missão era fazer o levantamento dos problemas para os resolver o melhor possível, e não para criar condições para afastar os comodatários do espaço.
2- “O Grupo nunca falou com a CMS sobre a sede desde que este executivo iniciou funções”. Não é verdade: Nas semanas após ser eleito pela primeira vez, os Escoteiros de Sintra endereçaram a Basílio Horta as maiores felicidades para o mandato e um pedido de reunião para apresentação de cumprimentos, onde se apresentaria o plano de actividades. Nunca foram recebidos pelo Presidente. Foram recebidos pelo Vice-Presidente Rui Pereira, onde se apresentou o plano de actividades para os 80 anos, em que a sede foi um dos temas desenvolvidos. O Vice-Presidente esteve depois presente na Sessão solene dos 80 anos do Grupo.
3. Uma prisão não é um local adequado para as crianças, com as suas celas e grades: Se o Presidente da Câmara tivesse aceite os convites dos Escoteiros de Sintra, teria testemunhado que o espaço outrora de clausura, é hoje um espaço de plena expressão de liberdade. O Escotismo funciona em pequenos grupos. Cada pequeno Grupo tem um canto, uma cela que é da sua responsabilidade mas também é o seu espaço privado onde podem reunir, onde preparam as suas actividades. Na verdade, não há espaço mais adequado ao modo de funcionar de um grupo de escoteiros do que um com estas características. Os escoteiros não são coitadinhos e adoram as suas celas, onde são muito mais livres do que se tivessem de reunir num banco de jardim.
Relembremos então a história, e saibamos porque é que este é um ataque à alma de Sintra.
O grupo 93 Sintra da Associação dos Escoteiros Portugal foi fundado em 1934. Quase 85 anos ao serviço da juventude sintrense. Nunca fechou, mesmo quando a ditadura perseguiu os escoteiros. O Presidente da Camara é um decano da política portuguesa, e mesmo assim o grupo já existia quando Basílio Horta nasceu!
A sua fundação foi marcada com pompa circunstância frente aos Paços do Concelho. Pelos escoteiros de Sintra passaram já milhares de jovens e famílias, que voltam com os seus filhos e com os filhos dos seus filhos. Tudo porque o método escotista é cada vez mais relevante, apesar de aparentemente o Presidente da Câmara não o saber. Nas competências para a vida, no espírito de equipa, nos valores da lealdade e da honestidade que tantas vezes são esquecidos, no contacto com a Natureza, no combate ao isolamento dado pelos jogos de vídeo e pela internet…Quem passa pelos escoteiros faz amigos para a vida e tem a oportunidade de crescer e aprender num ambiente saudável e seguro para o desenvolvimento da personalidade. Onde se aprende fazendo, onde se aprende errando. Onde se ganham experiências e responsabilidades desde cedo. Todo o jogo é de soma positiva, excepto para quem vê o apoio a esta mais-valia como gestão danosa. Aí passam os escoteiros a ser um empecilho à já saturada exploração turística de Sintra. A dignidade do movimento justifica em absoluto a ocupação de um espaço como este.
O Grupo 93 Sintra da AEP habita na antiga Cadeia Comarcã de Sintra desde 1981. O espaço que outrora servia para prender pessoas tem sido nos últimos 30 anos, um instrumento de liberdade. Um braço de um movimento mundial de mais de 40 milhões de pessoas que tentam todos os dias criar um mundo melhor. E são também milhares os que já visitaram Sintra por terem um sítio para ficar, numa terra que há anos que não tem parques de campismo ou pousadas de juventude.
Hoje, os escoteiros de Sintra têm 120 elementos, que estão em actividade permanente todo o ano. Todos os sábados fazem atividades, todas as semanas as preparam utilizando o espaço que têm tratado com carinho, com afecto, e com muito investimento financeiro. Não vale a pena dizer que a cedência é a título gracioso, porque todos os anos são investidos milhares de euros na conservação do espaço, só com dinheiro das quotas dos associados e das angariações de fundos que os escoteiros fazem. O Grupo 93 não só garante a conservação do espaço, como tem ido além do contrato de cedência e tem pago a sua parte em obras de beneficiação que a Câmara de Sintra tem feito, de que se destaca a intervenção na cobertura em 2013.
Tudo isto apoiado em trabalho voluntário cuja capacidade de organização tem pouco paralelo no movimento associativo. Porque é feito planeamento estratégico, é promovida a formação dos dirigentes e porque o método é alicerçado em critérios pedagógicos bem definidos, o que faz com que esta seja uma colectividade estável e resiliente. São 85 anos de trabalho contínuo, sem nunca ter interrompidos as suas actividades, mesmo quando a ditadura atacava os grupos de escoteiros.
Quem são os contribuintes afinal?
Também é abstruso que se diga que “o património é dos contribuintes” para justificar a solução que o presidente quer ver implementada. Se é dos contribuintes, quem é que são os contribuintes? As famílias Sintrenses, que vivem, que estudam, trabalham e votam em Sintra, ou os turistas que visitam Sintra por um dia? Qual é o valor acrescentado que se cria para os contribuintes a criação de um espaço para turistas passarem para tirar panfletos daquilo que querem realmente visitar?
Os Escoteiros de Sintra são um exemplo na participação cívica e na colaboração com a Câmara quando esta pede pessoas para as suas iniciativas. Estão sempre presentes quando lhes é pedido. Com a Protecção Civil à cabeça: vigilância de incêndios, protecção da natureza, mobilização de pessoas para simulacros de grande escala. Participação em eventos desportivos e culturais. Limpeza de lixo na floresta e em espaços verdes urbanos. Tudo isto voluntariamente, sem pedir nada em troca. Minto: em troca pedia-se respeito. Quando se trata de mão-de-obra a título gracioso, já não há gestão danosa e os Escoteiros são sempre um parceiro à mão de um telefonema ou de um e-mail simpático.
Não há nada que justifique este ataque a uma instituição da terra. Sem uma palavra, sem um pingo de respeito pela Associação, pelos jovens e pelas famílias. No centro da vila de Sintra, uma actividade para os sintrenses é considerada gestão danosa. E é pena que assim seja. Pouco a pouco, Sintra fica sem alma, sem os sorrisos luminosos de jovens em actividade, e sem dar o exemplo de que as cidades têm de cuidar dos seus.
E agora?
Hoje, os Escoteiros de Sintra decidiram, mesmo perante um processo enviesado de interdição da sede por parte da CMS, fechar o acesso ao interior do edifício e à parte da muralha que apresenta preocupações (lembre-se que foi esta a muralha destruída pela CMS em 1989). Justificam, e bem, porque é que a CMS deve tomar a dianteira e resolver o problema com responsabilidade e celeridade.
Foram feitas duas vistorias à Sede, mas a CMS apenas disponibilizou o relatório de uma delas.
Hoje, todos temos um nó na garganta. Hoje, todos esperamos que aqueles que foram eleitos pelo povo, respeitem as mensagens (às centenas) que o povo lhes tem mandado.
José Filipe Sousa

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O desconhecimento, a insensibilidade, e a falta de respeito pela comunidade Sintrense. As duas últimas semanas foram de sobressalto para ...